Paulo Vereda


Paulo Vereda

 

fotos: Marcus Nascimento

 

18 segundos, o vestido de noiva, dorotéia, game: jogo perigoso, a noiva, a coberta d´alma, morrer de amor, amor e traição



Escrito por Paulo vereda às 09h22
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Causa mortis?

 - Você tá com a boca vermelha.

 

 - Quase morri sabia?

 

 - O que é isso?

 

 - Foi o pó?

 

 - Pó?

 

 - Eu rasguei o envelope e joguei tudo de uma vez. O pó fez uma fumaça que me sufocou a garganta. Quase morri!

 

 - Ki-suco de morango?

 

 - Não, de tuty-fruti!

 

 - Quer um gole?

 

 - Não. E limpa o bigode.

 



Escrito por Paulo vereda às 17h11
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“O ENFEITE”

por Paulo Vereda

-Cadê o computador?

-Pai?

-Cadê sua mãe?

-Pai?

-Cadê a mesinha de canto?

-Ela me pediu pra não te contar.

-A mesinha pediu?

-Você não sentiu falta pai?

-Do computador?...

-Pai?

-...ou da mesinha?

-Pai acorda! Ela foi embora! Levou o computador e levou todos os enfeites da estante.

-Quem? A mesinha levou?

-A minha mãe! Foi embora, faz sete dias! Ela me pediu pra não te contar!

-Sua mãe também foi?

-Pai?

-O computador foi embora! A mesinha foi embora! Todos os enfeites da estante foram... E a sua mãe foi...

-Foi embora. Minha mãe foi embora, mas volta aqui todos os dias. Enquanto você tá no bar, ela entra aqui, pega alguma coisa, me dá um beijo e me pede pra não te contar. Nos primeiros dias, foram os enfeites da estante, depois a mesinha de canto, e por último, o computador. Entra, pega, beija e pede...

-Pede pra não me contar que está pegando as coisas?

-Não pai! Ela pede pra não te contar que foi embora.

-Mas ela não foi embora.

-Como não? Ela foi embora já faz sete dias.

-Mas você disse que ela volta aqui todos os dias.

-Eu acho que ela volta só pra saber se você sentiu falta, pra pegar alguma coisa, pra me dar um beijo e pra me pedir pra não te contar...

-Então... Os enfeites da estante...

-Pretextos! Pai, pretextos!

-Pretextos? O computador foi embora! A mesinha foi embora! Os enfeites foram embora! E a sua mãe volta aqui todos os dias para roubar pretextos? Filho me conta uma coisa, o que são pretextos? Onde os pretextos ficavam nesta casa? Na estante junto com os enfeites? Ou no baú? Eles estavam aqui em casa e eu nem sabia! Eu vivia com pretextos sem saber o que significavam. Pretextos? Pre-tex-tos? Filho, o dicionário também foi embora? Onde ficava o dicionário? Ficava lá no baú? Ou aqui na estante? Aqui, onde ficava a violeta de plástico? Ou perto do cachorro? Cadê? Cadê o cachorro? Aquele chiuaua de gesso que sua avó ganhou no bingo da paróquia? Filho, o chiuaua de gesso também foi embora?

-Não era um chiuaua. Era um veado!

-Não! Não era um veado! Era um chiuaua. Tenho certeza.

-Pai! Aquilo era um veado de gesso marrom.

-Não! Aquilo não era um veado! Não tinha chifre! E chiuaua também é marrom!

-Pai! Aquilo era só uma merda de um enfeite de gesso na estante. Um chiuaua viado de gesso marrom sem chifres, uma merda de um enfeite empoeirado na estante. Era só um enfeite.

-Filho, você também vai embora?

-Não sei.

-Não sabe? Não sabe. Computador de gesso, Mesinha sem crifre, Violeta marrom, dicionário de plástico, chiuaua de canto, mãe empoeirada, baú de pretexto, enfeite, enfeite, enfeite! Filho cachorro!

-Pai?

-Eu não sei se você vai embora, ou...

-Não sei.

-...ou se ela volta pra te pegar...

-Não sei!

-Filho. Não sei, mas...

-Pai?

-...eu tô sentindo um vazio aqui.

 

 



Escrito por Paulo vereda às 13h42
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VOCACIONAL "18 SEGUNDOS" SATYRIANAS

"18 segundos"

Texto e adaptação: Paulo Vereda

Direção: Silvanah Santos

UANDERSON MELO Foto: Gastão Guedes


 



Escrito por Paulo vereda às 09h44
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No, no digas que yo me muero
Amor, mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino

Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos

Tengo un corazón ganando
Yo sé que vos me estas escuchando
Con mis lagrimas te quiero
Pasión, sos mi amor sincero



Escrito por Paulo vereda às 09h41
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 MORANGO,

PINTE MINHA VIDA DE VERMELHO!



Escrito por Paulo vereda às 09h38
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registro

 

Minha primavera começou no observatório, olhei pra minha infância e me emocionei, senti o cheiro do tanque da minha avó. E percorri veredas esquecidas.

 

Na madrugada a roda de amigos e risadas na praça, me remeteram a adolescência na mureta da praia, amigos novos com cheiro de amigos antigos, nunca esquecidos.

 

Naquela manhã de primavera um presente lindo, o trabalho e a arte falando da minha vida. Da minha vida real e da fábula que eu inventei para acreditar... Eu cansado como a formiga ouvia o cantar da cigarra...

 

Na noite de sexta foi a vez de espiar a maturidade pela fechadura, tomar um café e me permitir acreditar, ainda que por 18 segundos,  que tudo valeu a pena.

 

Sábado de superação os iluminados vocacionados, inundaram minha alma de energia, sentimento de missão cumprida.

 

Domingo morrer de amor no limite físico.

 

Muitas histórias no meio dessas historias todas, talvez ninguém entenda 100% deste post. Talvez alguns entendam um ou outro parágrafo...

 

Fica assim o registro inconsistente da festa mais linda da celebração da primavera de muitas vidas.



Escrito por Paulo vereda às 14h24
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madrugada satyriana

"...quando vemos o sol e a lua no mesmo azul do céu, alguma coisa de mágico parece que está acontecendo." L.Valcazaras



Escrito por Paulo vereda às 12h16
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Satyrianas 2008 - "18 segundos"

É HOJE 24/10 20h SATYROS 1

"18 segundos”

 

 Um dia incomum na rotina de uma mulher invisível.

Sonhos, frustrações e o desespero em recuperar uma vida que escorre sem tréguas.

 Uma conversa insólita de um empalhador e seu cliente com a complexidade de um cafezinho.

 

 

Texto:

Camilo Lélis, João Valadares, Marcos de faria, Nanda Araújo, Nélci Miranda, Nina Caetano, Patrícia Siqueira, Paulo Vereda

Coordenação: Alberto Guzik

 

Elenco:

Chico Ribas

Haroldo Costa Ferrari

João Baldasseirine

Júlia Bobrow

Marba Goicochea

Paulo vereda

Rafael Mendes

Silvanah Santos

Thiago Guastelli

 

Direção:

Fábio Penna

Cenário:

Marcelo Maffei



Escrito por Paulo vereda às 14h22
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SATYRIANAS 25/10 AS 1630h



Escrito por Paulo vereda às 12h31
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